CIENTISTAS DE AVIÁRIO
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GRIPE DAS AVES OU GRIPE AVIÁRIA ?
A POLÉMICA DOS VÍRUS
«Retirado da revista «Image»( documentação médica dos Laboratórios Roche, e que remonta a 1998), o artigo que a seguir transcrevo sobre «Vírus Provenientes de Bactérias», tem a grande vantagem de apresentar três hipóteses sobre a natureza dos vírus, mas qualquer delas vai dar sempre às alterações drásticas introduzidas no meio endógeno e exógeno por antibióticos e vacinas.
«Descontando a linguagem técnica, fica matéria suficiente para os abalizados cientistas explicarem melhor à gente como é a ecologia dos vírus e seus antecedentes históricos. Aliás, escorrega-lhes a boca para a verdade quando em vez de gripe das aves (que evoca aves em liberdade) falam em «gripe aviária», ou seja, aves submetidas a prisão perpétua, condenadas à morte logo que nascem.
«As grandes pandemias virais (gripe espanhola, lembrou Miguel Bastos, na Ambio Archives) talvez sejam curiosamente contemporâneas da introdução no mercado de vacinas e antibióticos. A vacina altera o terreno orgânico e os antibióticos vão repô-lo à sua (deles) maneira. Não está mal visto, não senhor.
«Acho que o Ivan Illich já tinha investigado profundamente esse «histórico» na obra «Nemésis Médical» que, em Portugal, apareceu com o título «Limites para a Medicina».
«A seguir, transcrevo o documento indicado acima.»
SERIAM OS VÍRUS GENES DEGENERADOS?
A CULPA É DO MICROSCÓPIO ELECTRÓNICO
««Experiências realizadas sobre a natureza, estrutura e comportamento dos vírus mostram que os vírus seriam células semelhantes àquelas que eles infectam e que representariam realmente genes ou matrizes de ácidos nucleicos desviados da sua estrutura própria.
«A hipótese proposta por esses trabalhos iria assim ao encontro da questão formulada pelo biólogo francês Jean Rostand sobre se «os vírus não seriam genes degenerados».
«Admite-se que pode ser esta a boa explicação para certos casos.
«Entretanto, existem vírus que se teriam desenvolvido de acordo com a antiga teoria, ou seja, os vírus seriam a última fase da degenerescência parasitária. Derivariam, portanto, de organismos vivos que, devido a várias gerações de existência parasitária teriam perdido todas as características de estrutura e funções identificáveis com uma existência independente.
«Entre esta teoria, largamente divulgada mas depois abandonada, e a hipótese mais recente acima enunciada, a diferença reside no facto de certos vírus derivarem directamente (ao que se crê) de bactérias parasitárias, por um processo que não seria de evolução mas apenas de variação e poderiam assim voltar, por vezes, ao estado de bactérias.
«Teríamos aqui a ilustração da lei do polimorfismo da matéria viva, enunciada por Tissot na obra «Constituição dos Organismos e Causas das Doenças que os Afectam».
«No ciclo de vida das bactérias, encontra-se frequentemente um desenvolvimento espontâneo a partir das formas L, as quais derivam muitas vezes do crescimento de uma bactéria ao contacto da penicilina.
As formas L das bactérias são, na maioria, não patogénicas: mas acontece, entretanto, que as bactérias parasitárias produzem, com ou sem concurso dos antibióticos, formas L parasitárias e por vezes até perigosamente patogénicas.
«As suas espécies espontâneas são de há muito conhecidas e foram classificadas como grupo natural, sob o nome de organismos do tipo pleuropneumónico. Ora, estabeleceu-se que alguns desses organismos, pelo menos, têm origem bacteriana e descendem muitas vezes de bactérias parentes longínquas do bacilo da difteria.
«Há hoje outros vírus que parecem ser igualmente organismos do tipo pleuropneumónico derivados de bactérias: o Eaton, por exemplo, agente da pneumonia-de-vírus, antibiótico-resistente. Esta doença faz parte dos curiosos estados patológicos provocados pela misteriosa associação de um vírus com uma bactéria.
«Na gripe dos seres humanos deve haver a presença simultânea de um bacilo e de um vírus.
«Começa a pensar-se que o bacilo da gripe está estreitamente aparentado às corinebactérias de que provêem tantos organismos do tipo pleuropneumónico. O microscópio electrónico, por outro lado, revela nas formas L do bacilo da gripe, que se desenvolveram ao contacto da penicilina, algumas partículas que se assemelham curiosamente ao vírus da gripe.
«Teríamos de recear assim a ameaça de vírus novamente formados, derivando espontaneamente de bactérias inofensivas e, também, a ameaça de vírus resultantes dos esforços da medicina no tratamento das doenças por antibióticos.»»
