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quarta-feira, julho 26, 2006

ADEUS ZORITA

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Antes assim que pior. Enquanto a central nuclear de Almaraz – junto à fronteira portuguesa - continua a ser notícia por causa das avarias, vem a notícia que deve ter agradado particularmente ao guru Patrick : encerrou Zorita o que justifica uma ou duas ou três centrais em território português. Sejamos modestos e brindemos aos 38 anos de vida útil.


««CENTRAL JOSÉ CABRERA FECHA APÓS 38 ANOS
ESPANHA ENCERRA HOJE A SUA PRIMEIRA CENTRAL NUCLEAR

«30.04.2006 - 10h35 in jornal « PUBLICO» .PT

«A central nuclear espanhola José Cabrera, conhecida como "Zorita", em Guadalajara, encerra hoje às 23h30. É uma vitória para os ambientalistas mas um problema para os trabalhadores e para as autarquias locais, que cuja povoação depende economicamente da central.

«A decisão de encerrar a central foi tomada pelo governo de José Maria Aznar em 2002 e põe fim a um ciclo de vida de uma central com 38 anos. É a central mais antiga de Espanha e a primeira a ser encerrada de forma programada.

«Hoje a central será desligada da rede, progressivamente. A produção de energia do reactor já está a diminuir e deve chegar aos 118 megawatts negativos à tarde, para que esteja a zero megawatts na hora do encerramento.

«Dentro de uma semana, o reactor, que até aqui era refrescado com águas do rio Tejo, será inundado e serão retiradas as 69 barras de urânio.

«A empresa Unión Fenosa, proprietária da central nos próximos três anos, vai supervisionar as operações complexas para desmantelar a fábrica, que só devem terminar em 2015 e custarão 170 milhões de euros.

"Zorita" fecha e deixa uma povoação de 800 pessoas, de Almonacid de Zorita, a desejar o seu regresso. Os habitantes desta povoação a três quilómetros da central não temem a energia nuclear e a sua economia depende da estrutura que se criou em torno da central. Outras vilas, como Albalate de Zorita e Pastrana, também serão afectadas pelo fim da central.

O encerramento da central nuclear José Cabrera não agrada, portanto, a todos. Os ambientalistas, os grandes vencedores da batalha contra a energia nuclear, organizaram-se em plataformas como a "Zorita nem mais um ano", e contaram com o apoio de políticos de várias forças, sobretudo da esquerda espanhola, sindicatos, comissões de moradores. Todos vão hoje brindar, às 13h00 locais (12h00 em Lisboa), ao encerramento da central.

"Zorita" fecha em pleno debate sobre o regresso da aposta na energia nuclear e dias depois do aniversário dos 20 anos do desastre de Tchernobil, na Ucrânia. »»
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