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sábado, fevereiro 25, 2006

MEU ALENTEJO NEWS

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Com uma lupa às vezes lá conseguimos saber novas do meu Alentejo. Desta vez, foi notícia em «lusa», «portugal diário», «rádio renascença» e «diário do alentejo», por causa do clima & outras coisas que agora estão inesperadamente na moda!

2006/02/17| 16:34, in portugal diario

# ALENTEJO: CEM ANOS COM MAIS CALOR E MENOS CHUVA - ESPECIALISTA PRECONIZA SECAS MAIS FREQUENTES E INTENSAS PARA A REGIÃO
Países querem política comum contra seca
Seca veio para ficar
Seca afecta 92 por cento do território

«Verões mais quentes, acompanhados de secas mais frequentes e intensas, assim como Invernos e Outonos com menor precipitação, são algumas das projecções climáticas para o Sul de Portugal, sobretudo no Alentejo, para o final deste século, avança a Lusa.
«Estas projecções regionais acerca do clima futuro foram hoje apresentadas por João Corte-Real, especialista do Centro de Geofísica da Universidade de Évora, durante uma conferência sobre as alterações climáticas e a gestão dos recursos hídricos no Alentejo.
«Promovido pela Casa do Alentejo e a Revista Alentejo, em parceria com outras entidades, o encontro que hoje decorre nas instalações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, em Évora, termina sábado com uma visita à Barragem de Alqueva.
«Em declarações à agência Lusa, à margem do evento, em que apresentou uma comunicação, o especialista do Centro de Geofísica de Évora explicou que as antevisões climáticas para o Alentejo, com base em modelos de clima numéricos e estatísticos, respeitam ao período 2071/2100.
«Estas sínteses estatísticas regionais sobre o clima, para terem algum valor, têm de abarcar 30 anos», frisou, reconhecendo que as projecções, pela sua natureza, são «rodeadas de incertezas», mas que as mudanças climáticas «são hoje já visíveis».
«O Sul do País, e principalmente o Alentejo, é já uma zona semi-árida. No passado, o intervalo de tempo entre secas extremas ou severas era da ordem dos dez anos, mas, mais recentemente, ronda os cinco anos», exemplificou.
«De entre a série de alterações climáticas estimadas para o fim deste século, João Corte-Real realçou que o Sul do País, com especial incidência no Alentejo, poderá esperar um «aumento de temperaturas, tanto das mínimas como das máximas».
«Provavelmente vamos ter mais ondas de calor do que no passado e secas mais frequentes, longas e intensas. Ao mesmo tempo, esperam-se Outonos e Invernos com menor precipitação», referiu, explicando que os modelos de projecção, mesmo com diferentes valores das variáveis, «apontam qualitativamente para estes cenários».
«Contudo, o catedrático da Universidade de Évora sublinhou à Lusa rejeitar «cenários catastróficos» para o futuro.
«Secas sempre tivemos e, por isso, não vamos ter fenómenos diferentes. Os extremos é que poderão ser mais intensos e frequentes», disse.

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Para a semana Évora recebe uma conferência onde vão ser debatidas as alterações climáticas que se perspectivam no Alentejo e os impactos de Alqueva na gestão dos recursos hídricos.
«12/02/2006, in radio renascença
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«(08:29) A iniciativa, denominada "Alterações Climáticas e Gestão dos Recursos Hídricos no Alentejo", é da responsabilidade da Casa do Alentejo e da Revista Alentejo.
«O encontro, cuja organização envolve também um conjunto de outras entidades regionais, está marcado para 17 e 18 de Fevereiro, decorrendo a primeira jornada em Évora, com a realização de debates no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA).
«O segundo dia da conferência, de acordo com o programa, vai levar os participantes a Alqueva, com trabalhos de campo e visita ao empreendimento e às instalações da Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA).
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««in diário do alentejo

Nos próximos dias 17 e 18, em Évora e Alqueva

Conferência vai debater alterações climáticas no Alentejo
“Alterações climáticas e gestão dos recursos hídricos no Alentejo” é o tema da conferência que tem lugar nos próximos dias 17 e 18, em Évora (no auditório da Ccdra) e em Alqueva.
«A Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (Ambaal), a Associação de Municípios do Distrito de Évora, a Associação das Regiões de Turismo do Alentejo, a Casa do Alentejo, o Centro de Documentação e Arquivo da Reforma Agrária, o Centro de Geofísica de Évora, a Ccdra, a Fundação Alentejo e a “Revista Alentejo” organizam, a 17 e 18 deste mês, em Évora e em Alqueva, uma conferência sobre “Alterações climáticas e gestão dos recursos hídricos do Alentejo”.
«Um documento de divulgação do evento explica as razões e os objectivos da conferência:
“1. O fenómeno das alterações climáticas é um dos maiores desafios com que a humanidade se depara à escala global no século XXI. Fruto de um desenvolvimento baseado numa exploração descontrolada dos recursos naturais, em que não se reconhecem limites ao crescimento nem à capacidade do Planeta se adaptar às agressões do Homem, as alterações climáticas vão agora exigir uma mudança radical no paradigma sócio-económico vigente na actualidade.
2. A continuação da utilização maciça de combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão farão aumentar a concentração de gases com efeito de estufa (o mais importante dos quais é o dióxido de carbono) na atmosfera para níveis que não se verificavam à milhares de anos. A consequência do aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera é um aprisionamento de calor na atmosfera superior ao que aconteceria com concentrações inferiores: é o chamado aquecimento global.
3. A “ciência das alterações climáticas” é muito controversa, havendo opiniões que variam desde afirmar que não se verificam nem se verificarão alterações climáticas passando por afirmações de que a actividade humana não é responsável pelo aumento da concentração de gases com efeito de estufa na atmosfera, até às opiniões daqueles que afirmam que a emissão de gases com efeito de estufa resultantes das actividades humanas estão já a resultar em alterações no clima que, em termos de aumento de temperatura global, se pode traduzir num aumento de cerca de 6ºC.
4. Os impactos das alterações climáticas variam muito de região para região do Mundo, variando desde potencialmente positivas a potencialmente catastróficas. Também nesse aspecto a ciência ainda não nos dá resultados sem uma grande incerteza.
5. A comunidade internacional, desde o início dos anos 90, impulsionada pelo primeiro relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, tem vindo a debruçar-se sobre este assunto e tem vindo a criar mecanismos que visam combater as alterações climáticas.
6. Em 1992, na Cimeira do Rio, foi aprovada a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que, sem a definição clara de compromissos, tem como objectivo “evitar uma interferência humana perigosa no sistema climático.” Os compromissos inscritos na Cqnuac limitam-se a uma referência vaga ao “retorno das emissões a níveis anteriores (1990)”.
7. Relativamente a Portugal, o projecto “Siam: Climate Change in Portugal – Scenarios, Impacts and Adaptation Measures” aponta como principais impactos o aumento das ondas de calor (com todas as consequências que acarretam para saúde humana), a diminuição da precipitação e sua concentração nos meses de inverno (aumentando o risco de cheias) e o aumento do consumo de electricidade em virtude de uma maior necessidade de arrefecimento ou aquecimento dos edifícios.
8. O clima mediterrânico e ameno do território continental português está a mudar e quase não seriam necessários estudos para dizê-lo, tais são os sinais mais recentes.
Mais secas e ondas de calor mais prolongadas;
Riscos de erosão costeira em 67% do território continental;
Quebra nas reservas de água na generalidade dos aquíferos;
Diminuição drástica da precipitação no Inverno. Perda de biodiversidade.
São apenas algumas de previsões preocupantes de estudos já realizados pelo Siam II.
Os cinco anos mais quentes em Portugal desde que há registos de temperaturas, ou seja dos últimos 150 anos, acentuaram na última década.
O recorde absoluto foi batido em 1998. Em 2003 Portugal e toda a Europa, viveram a onda de calor mais intensa e prolongada de que há memória.
9. Estes fenómenos, com as respectivas consequências na saúde, nas reservas de água potável ou nos incêndios florestais, são uma espécie de antevisão do futuro.
Portanto, nada mais actual e urgente que discuti-los e enfrentá-los. Donde a elevada importância que adquiriu a realização da Conferência de Évora, nos próximos dias 17 e 18 de Fevereiro sobre as Alterações Climáticas no Alentejo.
Com um temário ambicioso, como convém, os conferencistas irão abordar:
– os conteúdos principais e balanço da articulação entre os principais instrumentos de gestão de recursos hídricos;
– abastecimento de água às populações;
– as disponibilidades e a utilização de água na produção agro-alimentar, energética e no turismo.”
10/02/2006 - 11h54 »»
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