RENOVÁVEIS NA AGENDA
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Teremos que agradecer ao barbudo lá do Médio Oriente estes avanços nas renováveis. Até Bush já fala em se meter nisso. Para quem estava metido no petróleo até ao pescoço, é obra. E assim vamos, ora sim ora não, a recuperar atrasos de pelo menos 30 ou 40 anos. Também é obra!
««25.01.06 - dn.homepage » dn.economia
«EGF INVESTE 50 MILHÕES EM ENERGIAS RENOVÁVEIS
«Por Ana Tomás Ribeiro
«A EGF, holding do grupo Águas de Portugal para a área do tratamento de resíduos sólidos urbanos, prepara-se para investir cerca de 50 milhões de euros em projectos de produção de energias renováveis. Alguns deles utilizando os resíduos para a produção de energia, outros os espaços de aterros desactivados com condições para o desenvolvimento de projectos de energia eólica. Daquele montante, cerca de 20 milhões serão realizados até 2008 em projectos de aproveitamento do biogás gerado nos aterros para a produção de electricidade, garantiu ao DN António Branco, o presidente da EGF.
«Um estudo encomendado pela empresa ao Centro de Estudos de Economia e Energia (CEETA) da Universidade Técnica de Lisboa, com o objectivo de analisar as potencialidades dos seus vários activos para a produção de energia eléctrica, provou a possibilidade de desenvolvimento de mais alguns projectos naquele domínio.
«Assim, a empresa pretende candidatar-se a pequenos lotes de potência eólica a colocar a concurso, depois do grande concurso para atribuição de 1500 megawatts.
«Um dos pequenos parques deverá localizar-se na zona da empresa Valorsul, em Lisboa. E o outro ficará nos aterros desactivados da Algar, outra das suas participadas, no Algarve.
"Paralelamente, queremos fazer alguns investimentos em energia fotovoltaica térmica, para aquecimento de águas para banhos dos funcionários da empresa afectos à actividade de produção", explicou António Branco.
«Além disso, o presidente da EGF admite que poderão vir a ser desenvolvidos outros projectos em parceria com privados para aproveitamento do biogás de outros aterros.
«António Branco admite que nestes novos projectos a empresa deverá investir mais cerca de 30 milhões de euros. Mas, para já, é preciso analisá-los e garantir a sua ligação à rede de transporte de electricidade. Um aspecto que já está garantido para os projectos onde a empresa vai investir os primeiros 20 milhões de euros.
«O gestor fez ainda questão de sublinhar que "se a tarifa a pagar pela energia produzida com estes projectos fosse um bocadinho superior talvez nos sentíssemos mais confortáveis para avançar".
«A EGF é ainda parceira da Agni no projecto de produção de electricidade através da utilização de pilhas de combustível. Essas pilhas obtêm-se pela conversão do metano contido no biogás, produzido nos aterros, em hidrogénio. Um projecto anunciado, na semana passada, pelo Governo.
O presidente da EGF admite que a empresa poderá vir a desenvolver outras parcerias com privados para projectos de energias alternativas. Mas para já não quer avançar com nomes. »»

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