FÉ NA CIÊNCIA E NOS VÍRUS
AGULHA EM PALHEIRO
Não fora o jornal «Metro» (distribuído gratuitamente à malta) e lá se perdia, na cega-rega mediática do costume, a notícia que aquele jornal destacou em 1ªpágina e a 3 colunas, no dia 18 de Novembro de 2005.
O director Nuno Henrique Luz parece estar mesmo atento ao mais importante. Como os jornais ditos de referência dissimularam a notícia ou pura e simplesmente não a deram, aqui vai, qual raridade no nosso deserto, tal e qual o jornal «Metro» a elaborou.
O número de mortos com o medicamento já deve ser hoje mais do que pelo tal vírus aviário em que o mundo (graças à OMS) continua a acreditar com uma inexcedível e religiosa fé. Graças a Deus que temos cientistas, graças a Deus que temos fé na ciência, graças a Deus que temos vírus.
Transcrevo a notícia:
««Antiviral da gripe das aves suspeito
«Mortes de crianças que tomaram Tamiflu investigadas nos EUA
«A Agência norte-americana dos medicamentos (FDA, na sigla em inglês) está a investigar a morte, no Japão, de 12 crianças que tomaram Tamiflu - um antiviral considerado o mais eficaz contra a gripe das aves -, foi ontem anunciado nos Estados Unidos.
«De Março a Abril de 2005, foram comunicadas as mortes de oito crianças. Mais quatro óbitos foram depois identificados durante outras investigações, elevando o seu total a 12", lê-se no relatório da FDA a ser apresentado hoje.
«Também a Agência Europeia do medicamento (EMEA) declarou ontem que estava a vigiar os eventuais efeitos secundários do Tamiflu, depois de ter sido alertada para casos de suicídio de adolescentes cuja ligação com o tratamento não está provada.
"Baseado nas informações que temos nesta altura, não podemos dizer definitivamente que há uma relação causal entre o medicamento e as mortes das crianças", disse ontem Murray Lumpkin, vice-comissário da FDA.
«Uma actualização do relatório, pelo pessoal da FDA, inclui também a notícia de 32 "casos neuropsiquiátricos" associados ao Tamiflu, em que quase todos, à excepção de um, são pacientes japoneses. Esses casos incluem delírio, convulsões, alucinações e encefalite.- Jornal «METRO»»

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