ARTIGOT NEWS

***TO LET THE CAT OUT OF THE BAG - NOTE-BOOK OF HOPE - COSMIC MEMORY ***CONTRA OS EPÍGONOS DO APOCALIPSE - GRATIDÃO, OXIGÉNIO DA ALMA - ECOS DO FUTURO

quinta-feira, novembro 24, 2005

USOS E ABUSOS

antibióticos-2-nw

MAIS OU MENOS ANTIBIÓTICOS

O folhetim dos antibióticos teve mais um episódio, relatado pela jornalista Vera Moura, in «Diário de Notícias», 23 de Novembro de 2005, que gentilmente o acessou on line. Obrigado a todos.
Mas cuidado: além de não porem antibióticos na sopa, os portugueses têm que ter mais cuidado, pois, como diz o título da campanha, «Portugal usa e abusa dos antibióticos»: a culpa é evidentemente nossa. Aliás, é sempre. Se não existissem portugueses, não haveria culpados sem desculpa. Ah! É verdade : e das bactérias que criam resistência, as marotas. Eis a notícia.

««Portugal usa e abusa dos antibióticos
Por Vera Moura

 Bactérias ganham resistência provocada por uso indevido dos medicamentos
 Automedicação: doentes são indisciplinados e não cumprem horários

Portugal ocupa o quarto lugar no ranking dos países da União Europeia que mais utilizam antibióticos, subindo para a segunda posição no caso específico do consumo das quinolonas (um grupo de antibióticos de largo espectro).

Os números constam de um estudo sobre o uso dos antibióticos em Portugal, ontem apresentado na Escola Nacional de Saúde Pública, em Lisboa. Este estudo foi realizado pela indústria farmacêutica Pfizer em parceria com o Ministério da Saúde, Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), Direcção-Geral de Saúde, Ordem dos Médicos e Ordem dos Farmacêuticos.

A investigação - que contou com inquéritos a mais de 1600 pessoas - apurou que, na população portuguesa, o conhecimento ainda é baixo, não só em relação ao uso correcto dos antibióticos mas também quanto aos riscos resultantes da sua má utilização. O número de bactérias resistentes aos antibióticos tem vindo a crescer devido ao mau uso dado ao medicamento, o que significa que no futuro ficaremos sem armas para combater as infecções bacterianas.

«Quase metade dos inquiridos (43%) ignora as situações em que o uso dos antibióticos é inadequado, e 22% são da opinião de que deve tomar antibióticos para combater a gripe (mito a combater - o antibiótico não serve para curar doenças causadas por vírus).

«A automedicação e a indevida adesão à terapêutica (incumprimento de horários e duração dos tratamentos) são os comportamentos-tipo que mais preocupam médicos e farmacêuticos em Portugal.

«Apesar de 97% dos inquiridos assumir que tomam antibióticos depois de ir ao médico, existe outros motivos 4% admite pressionar o médico para a prescrição, 14% toma "sobras", 4% assume tomar o mesmo antibiótico quando sente "os mesmos sintomas", 3% partilha com terceiros e 17% admite pedir na farmácia, alegando que mais tarde leva a receita.

«No âmbito da consciência sobre o impacto ambiental e ecológico, um em cada três entrevistados confessou que deita no lixo as embalagens de antibióticos inacabadas, sendo que apenas 37% afirma entregar estas embalagens na farmácia. »»
***