DESECONOMIA NEWS
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1.
««GOVERNO REGIONAL QUER MAIS EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NOS AÇORES
O director regional do Comércio, Indústria e Energia reafirmou hoje, em Ponta Delgada, a aposta do executivo açoriano em melhorar a eficiência energética nas ilhas.
Na sessão de abertura do seminário “Energia – Fazer Mais com Menos”, José Luís Amaral advertiu que, até 2015, terá que haver um novo paradigma energético, sob pena da insustentabilidade do sistema em funcionamento na Região.
O recurso a transportes híbridos e a introdução, nos Açores, de carros eléctricos podem ser mais valias para o sector, assegurando, também, maiores poupanças aos consumidores, considerou.
Segundo José Luís Amaral, as novas tecnologias, em permanente evolução, podem traduzir-se num menor consumo de energia na área dos transportes, apesar do constante aumento do número de veículos em circulação nos Açores.
Sublinhou, ainda, a circunstância dos encargos com a produção e distribuição de energia serem bastante mais elevados nos Açores, em virtude da existência de nove sistemas isolados.
O director regional realçou, igualmente, a importância do novo regulamento térmico dos edifícios, publicado a 4 de Abril último, que implica a necessidade de um certificado energético para que cada um saiba quanto consome de energia, destacando a enorme vantagem das auditorias energéticas, encomendadas pelo Governo açoriano, para saber onde se pode, de facto, poupar energia.
Referiu-se, ainda, ao lançamento nos Açores do “ProEnergia”, um sistema de incentivos destinado aos investimentos que visem um aproveitamento energético racional e a transformação de recursos renováveis em energia térmica e em electricidade.
O novo programa contempla a atribuição de ajudas públicas a iniciativas de empresas e de utilizadores domésticos, disponibilizando um subsídio não reembolsável de 25 por cento das despesas elegíveis, num montante máximo de 250 euros, indicou.»»
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2.
In jornal diário, açores, 2006-05-05 15:48:08
EXECUTIVO PRETENDE MAIOR EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
O Governo Regional quer mais eficiência energética nas ilhas dos Açores.
O director Regional do Comércio, Indústria e Energia, José Luís Amaral, reafirmou hoje, em Ponta Delgada, a aposta do Executivo açoriano em melhorar a eficiência energética na Região. Na sessão de abertura do seminário “Energia – Fazer Mais com Menos”, o director advertiu que, até 2015, terá que haver um novo paradigma energético, sob pena da insustentabilidade do sistema em funcionamento nas ilhas.
O recurso a transportes híbridos e a introdução de carros eléctricos podem ser mais valias para o sector, assegurando, assim, maiores poupanças aos consumidores, considerou.
Segundo José Luís Amaral, as novas tecnologias, em permanente evolução, podem traduzir-se num menor consumo de energia na área dos transportes, apesar do constante aumento do número de veículos em circulação nos Açores. Sublinhou, ainda, a circunstância dos encargos com a produção e distribuição de energia serem bastante mais elevados nos Açores, em virtude da existência de nove sistemas isolados.
O director regional realçou, igualmente, a importância do novo regulamento térmico dos edifícios, publicado a 4 do passado mês de Abril, que implica a necessidade de um certificado energético para que cada um saiba quanto consome de energia, destacando a enorme vantagem das auditorias energéticas, encomendadas pelo Governo açoriano, para saber onde se pode, de facto, poupar energia.
José Luís Amaral referiu ainda que o lançamento nos Açores do “ProEnergia”, um sistema de incentivos destinado aos investimentos, visa um aproveitamento energético racional e a transformação de recursos renováveis em energia térmica e em electricidade. O novo programa contempla a atribuição de ajudas públicas a iniciativas de empresas e de utilizadores domésticos, disponibilizando um subsídio não reembolsável de 25% das despesas elegíveis, num montante máximo de 250 euros, indicou.
2006-05-05 15:48:08
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3.
««AUMENTO FACTURA ENERGIA IGUALA UMA PONTE VASCO GAMA POR ANO
O aumento anual da factura energética portuguesa, por via da subida dos preços do petróleo, dava para fazer uma Ponte Vasco da Gama todos os anos, alertou hoje o presidente da SIIF Énergies, Carlos Pimenta.
O preço do petróleo Brent, referência para o mercado português, atingiu terça-feira um novo recorde ao negociar-se a 74,97 dólares o barril devido à tensão com a questão nuclear iraquiana.
Os valores do petróleo em Londres e em Nova Iorque continuavam hoje a negociar perto dos 75 dólares o barril.
Esta subida dos preços implica um agravamento anual da factura energética portuguesa de 1.200 milhões de euros, o equivalente ao custo de uma Ponte Vasco da Gama, alertou o ex-secretário de Estado do Ambiente, Carlos Pimenta, na sua intervenção na conferência sobre Energias Renováveis, organizada pelo Diário Económico.
Portugal continua a ter uma elevada dependência energética, tendo gasto o ano passado 5.000 milhões de euros em energia, o que corresponde a 13,4 por cento das importações portuguesas, afirmou ainda o Director-Geral da Energia, Miguel Barreto.
Carlos Pimenta afirmou que o Governo tem de passar das palavras aos actos na questão da política energética e lembrou que talvez a subida dos preços do petróleo seja a «chicotada psicológica» que o país precisava para avançar.
Entre as incongruências entre os objectivos apresentados pelo Governo, cujas metas para as energias renováveis o Director-Geral de Energia considerou das mais «agressivas» a nível europeu, Carlos Pimenta lembrou o congelamento das ligações à rede.
«Demorámos três meses a atribuir 3.000 megawatts (MW) de potência em energias renováveis mas desde há 4 anos que se atribui zero direitos de ligação à rede e é isso que permite fazer projectos e investir», salientou.
«Portanto, não me venham falar de aposta nacional quando continuamos à espera», sublinhou.
Carlos Pimenta questiona ainda o atraso na lei referente à micro-produção descentralizada, o recuo na aplicação da taxa de carbono ao sector dos transportes e o atraso na construção da barragem do Sabor.
Segundo o presidente da SIIF Énergies, o grande problema do sector energético, no futuro próximo, não vão ser as questões geoestratégicas, mas sim as emissões de gases de estufa para a atmosfera.
«As consequências do clima são absolutamente imprevisíveis e hoje não sabemos como serão os padrões globais de energia a nível planetário quando as concentrações de gases atingirem em 2050, em volume as 500 partes por milhão», concluiu.
O presidente da Hidrocentrais Reunidas, Jorge Viegas, alertou também para a nova lei da água que obrigar as empresas a pagarem o recurso, o que tornará mais difícil a rentabilidade das pequenas centrais hídricas (PCH), numa altura em que se estima um potencial de construção de mais 300 MW nos próximos anos.
O responsável alertou igualmente para a morosidade dos processos de licenciamento que chegam a levar 15 anos.
Este foi aliás um dos obstáculos mais apontados ao desenvolvimento das energias renováveis, também admitido pelo Director- Geral de Energia e cuja agilização faz parte dos objectivos da política energética nacional.
Maria João Rodrigues, da Sociedade Portuguesa de Energia Solar, alertou para a necessidade de se reverem as metas para a energia solar de 150 MW para 2010.
Segundo a especialista, encontram-se já 128 MW em fase de licenciamento, restando por isso 22 MW por atribuir.
Diário Digital /Lusa, 03-05-2006 17:02:00»»
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