VIVA O PNUMA
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Reaparece nos jornais a sigla PNUA – Programa das Nações Unidas para o Ambiente –que há bastantes anos ainda se designava PNUMA e que teve uma época áurea de intervenção nos destinos humanos. Ao que parece o novo director, Achim Steiner, quer regressar a esses tempos e ainda bem Por isso a boa notícia que deixamos registada. Viva o PNUMA com farda nova.
CONSERVAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS PASSA PELA ERRADICAÇÃO DA POBREZA - SOLIDARIEDADE E DESENVOLVIMENTO
in «o primeiro de janeiro», 1-5-2006
««O desenvolvimento sustentável no Mundo só é possível com mais solidariedade. A convicção é do recém-eleito director executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, que está desiludido por a luta contra a pobreza não ter evoluído desde a Cimeira da Terra.
O recém-eleito director executivo do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) considera que a conservação dos ecossistemas no Mundo só será conseguida através da erradicação da pobreza, constituindo um dos actuais desafios ambientais. “O desenvolvimento sustentável significa implicitamente a erradicação da pobreza. Este é o maior desafio actual”, afirmou esta semana em Copenhaga, em entrevista a um grupo de jornalistas. Para Achim Steiner “são as nações mais pobres que estão a manter os ecossistemas”, sendo por isso “necessária uma maior solidariedade para se alcançar um desenvolvimento sustentável no Mundo”, acrescentou.
O recentemente eleito director executivo do PNUA, que entra em funções a 15 de Junho, participou numa conferência sobre «Gerir os Ecossistemas para Lutar Contra a Pobreza», manifestando-se “desiludido” com a luta contra a pobreza por parte dos países desenvolvidos, área que considera não ter evoluído desde a Cimeira da Terra. A conferência da ONU sobre Ambiente e Desenvolvimento realizou-se no Rio de Janeiro, em 1992, tendo como principais resultados o Protocolo de Quioto e a Convenção sobre a Biodiversidade.
Cliché
Steiner defendeu que os países mais desenvolvidos devem despender meios financeiros em África, América Latina e Ásia. “Há a imagem cliché que todos queremos proteger a floresta, mas não se pensa que há quem viva dela”, adiantou. O responsável considerou ainda ser este um momento importante para mudar a situação, através da reforma das Nações Unidas, que permitirá criar uma plataforma multilateral na área do Ambiente, e através de uma abordagem dos problemas ambientais numa perspectiva económica.
Achim Steiner elogiou ainda o “papel chave” na União Europeia na política ambiental, através do seu papel de “pressão” para que os países cumpram os seus compromissos e de legisladora, dando como exemplo a directiva-quadro da água e as mudanças na Política Agrícola Comum. O futuro responsável pelo PNUA detectou, no entanto, a necessidade de mais acção na política internacional de ambiente. A conferência, organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiro da Dinamarca e pela União Mundial para a Conservação da Natureza (IUCN, nas siglas em inglês) foi realizada a propósito do primeiro aniversário da divulgação da «Avaliação dos Ecossistemas do Milénio» da ONU, feita por mais de 1.300 cientistas.
Steiner Apontado por Annan
Segundo as conclusões do documento «Avaliação dos Ecossistemas do Milénio» das Nações Unidas, 60 por cento dos ecossistemas mundiais estão actualmente em degradação ou são explorados de forma não sustentável. O alemão Achim Steiner, actual director-geral da IUCN foi eleito para o cargo de director executivo do PNUA, com sede em Nairobi (Quénia), em Março deste ano para um mandato de quatro anos. O nome de Achim Steiner para ocupar o cargo foi recomendado pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, sucedendo a Klaus Toepfer, que está à frente dos destinos do PNUA desde 1 de Fevereiro de 1998.»»
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