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quarta-feira, outubro 26, 2005

FOTOVOLTAICO NA AMARELEJA

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Escondidinha na secção «Economia & Negócios» (sem chamada à primeira página!!!) lá vinha a notícia de que o fotovoltaico vai avançar. Pois que avance, já não é sem tempo.


««CENTRAL FOTOVOLTAICA AVANÇA HOJE
«PROJECTO DE 400 MILHÕES AGORA VIABILIZADO CHEGOU A ESTAR EM RISCO

In «diário de notícias», 26 de Outubro de 2005

Por Márcio Alves Candoso

«A Central Fotovoltaica da Amareleja (Moura) vai finalmente avançar. Depois de vários adiamentos e da sua viabilização ter chegado a ser posta em causa, o Governo anunciou ontem que decidiu entregar a licença de estabelecimento para produção de energia eléctrica, pondo em marcha um investimento de mais de 400 milhões de euros.

«A central, que está projectada para ser, aquando da sua inauguração em 2006, a maior do mundo no género, esteve em risco devido a divergências sobre encargos e subsidiação. Em nota de agenda para as redacções, o Ministério da Economia não explica o que é que entretanto foi possível avançar para se chegar ao anúncio agora efectuado. As divergências prendiam-se com a instalação industrial associado à produção energética, nível de subsidiação adstrito - recorde-se que, de entre as energias renováveis, a foto-voltaica é a mais cara - e problemas com o limite administrativo para produção de energia deste género. O anterior governo subiu esse limite dos 50 megawatts (MW) até 150 MW, mas mesmo assim os projectos já existentes ou assinalados por investidores privados (na sua grande maioria estrangeiros) ultrapassam esse limite. A Central da Amareleja, segundo dados recentes, deverá estar preparada para produzir 62 MW de potência.

«Portugal chegou a ter problemas com este projecto da Amareleja, já que existem outros alternativos, nomeadamente para ocupar as desactivadas Minas de São Domingos. O projecto da Amareleja, para além de criar emprego numa zona deprimida, aproveita uma das zonas da Europa com maior exposição solar, a qual ronda as 3000 horas por ano, em média.

«Entretanto, o Diário Económico noticiava ontem que a estrutura accionista da empresa que tutela a instalação da nova Central - a Amper, dominada pela Câmara de Moura - deverá em breve ser alterada, com a entrada de alguns parceiros estratégicos, para além da BP Solar, que sempre demonstrou interesse em estar presente, e que deverá ser responsável pela fabricação de estruturas. A cerimónia de entrega da licença, segundo a nota do Ministério da Economia, realiza-se hoje pelas 16 horas, em oura, e será presidida pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, contando ainda com a presença do secretário de Estado Castro Guerra.
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CADERNO DE ENCARGOS- EÓLICAS PARA QUATRO

«O caderno de encargos para o concurso de energia eólica já foi levantado por quatro empresas ou consórcios, anunciou ontem o secretário de Estado Adjunto e da Inovação, citado pela Lusa. O caderno foi comprado pelo consórcio da EDP, Finerge, Generg, SIIF, TP-Térmica Portuguesa e Enercon, pelo formado pela Galpenergia, Enersis e Martifer e também pela Iber-drola Portugal que, para já, concorre associada à Gamesa e Aeólia. Desconhece-se a quarta concorrente. Recorde-se que o Governo abriu um concurso para a atribuição de 1500 MW de potência eólica, estabelecendo o dia 30 de Janeiro de 2006 como prazo para apresentação de propostas. O Governo prevê que o investimento em energia eólica ascenda, até 2010, a 3,8 mil milhões de euros. »»